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O bando de cabeludos de Cerquilho

Oi queridos amigos, faltam apenas duas semanas para a gente se encontrar e a ansiedade é muito grande. Queremos que esse encontro fique na memória de vocês até o ano que vem, se Deus quiser! Por isso, hoje vamos rever uma hitória que foi muito especial, já publicada aqui nessa coluna gostosa que o jornal Nossa Cidade nos proporciona todas as semanas, se eu não me engano em 2.006.
Mas é especial porque é um caso verídico, que aconteceu com 7 garotos da turma. O Adriano Rodrigues e seu irmão Arnaldinho, Xyro, Otávio Lorenzetti, Bodinho, Vinício Dorighello e Juju Campana. Era férias de julho e fazia muito frio, numa noite dessas em 1.967 eles estavam no Bar do Campana quando seu Arlindo falou para eles:
- Ei moçada! Fiquei sabendo que em Tietê numa “fazenda” tem um acampamento cheio de mulherada!
Verdade??? Todos ficaram muito curiosos.
- É sim, parece que tem mais de 9 barracas cheias de mulher, todas estudantes de medicina de Botucatu. O Otávio malandrão gritou:
- É hoje! É hoje turma! Ficaram todos animados. Ensina aí seu Arlindo que a gente vai lá.
O seu Arlindo, com cara de maroto, explicou que a tal fazenda ficava numa estrada de terra depois da DER onde tinha o “Mangá da Inhatuba”, lembram? O Adriano pegou seu Aero Willis e foi avisar o Arnaldo na casa da namorada dele. Assim, depois das dez horas ele também iria. Sabe gente, naquela época só podia namorar até dez horas. E assim fizeram.
Chamaram o Arnaldinho de lado sem que a moça percebesse e combinaram tudo, para ele achar o caminho eles iriam deixar um galho de árvore na entrada da estrada do “Mangá da Nhatuca”! Chegando na estrada foram entrando devagarinho... e a estrada foi estreitando, estreitando até que acabou de frente de uma casa.
- Ué... cadê as barracas e as mulheradas? Indagou o Adriano. Gente, a noite estava um breu, só se ouvia os grilos, cigarras, sapos e outros bichos. Nisso a luz da varanda da casa se acendeu e um homem gritou:
- Quem tá aí? Quem tá aí?
O Xyro que estava na frente não conseguia falar nada, ficou mudo! Coitado, ele só tinha tamanho e voz grossa, mas não resolveu nada. Em seguida saiu o filho do homem com uma espingarda na mão. A turma ficou paralizada. O Vinícios calmo do jeito que ele é abriu o vidro do carro e disse:
- Sabe o que é seu moço, estamos procurando a Fazenda do Indalécio! (Ai, ai, ai, gente a fazenda é aqui em Cerquilho). A mulher do homem não aguentava de tanta aflição e saiu também na varanda falando:
- Maria Vérgina! Santo Dio! Mas o que é que eles querem?
- Calma mãe, eles só querem saber o caminho da fazenda do “Tio Ferreira”.
Hummm gente, sujou! Sujou! Dentro do carro sussurrou o Bodinho: “Vamo embora, vamo dá no pé!”
- Mas afinal de contas o que vocês querem dele? Retrucou o homem.
- Sabe moço, é que sou negociante de café e queria falar com ele, respondeu Vinícios.
- Ah bom! E o homem acabou ensinando o caminho mas ficou desconfiado.
Gente, quem que numa hora daquelas da noite iria querer negociar café?! Manobraram o carro e saíram voando para Tietê, todos bravos e decepcionados porque tinham caído no trote do Sr. Arlindo.
Chegando em Tietê cruzaram com o “João Preto”, pintor com seu fusquinha cheio de amigos.
- Hei, hei, aonde vocês vão?
A turma do Aero Willis logo achou um jeito de se vingar e gritou:
- Nós? Vamos comprar umas cervejas e vodkas para bebermos no acampamento que tá cheio de mulherada lá na estrada do “Mangá da Inhatuca”!
- Verdade??? Nós também vamos. Mais tarde a gente aparece lá.
E o fusquinha saiu queimando pneu, soltando uma fumaça pelo escapamento, todo contente. Quá, quá, quá, quá, a turma caiu na gargalhada e o Otávio disse: “Essa eu quero ver!”. Voltaram no local e se esconderam dentro do mato. Não demorou muito e aparece o Arnaldinho com sua Perua Rural levantando poeira. Quando ele chegou no fim da estrada deu de cara com o dono da casa, o filho, o caseiro, os cachorros armados até os dentes.
- Hei, você aí, o que quer? Gritou o homem.
O Arnaldinho assustado disse:
- Eu não quero nada, eeeuuuu não sei de nada! Gente, ele deu um cavalo de pau na Rural, e voou para Tietê!
A turma no meio do mato não se aguentava de tanto rir. Os sacanas esqueceram de tirar o tal do galho de árvore da estrada, coitado do Arnaldinho. Dali a pouco entra na estrada o fusquinha do João Pintor cheio de marmanjo com surdo, pandeiro, chocalho, fazendo o maior barulho. E é lógico que a história se repetiu!
Mais tarde os três carros se encontraram no jardim de Tietê e a moçada acabou bebendo tudo sem mulherada mesmo. Mas a pior parte ainda estava para acontecer: na volta eles passaram em frente da delegacia e adivinhem que estava lá? O dono da casa dando queixa e assim que avistou os carros começou gritar:
- Olha lá, olha lá, são eles! Prenda! Prenda seu guarda!
O guarda já conhecia as “peças raras” disse:
- Vê lá, esse cara é o João Preto pintor daqui e Tietê e o resto é um bando de bobo, tonto, cabeludo de Cerquilho. Não são bandidos não!
Gente que noite! No outro dia o Vinício, para não perder o “freguês”, pois vendia café, ligou para o seu Ferreira se desculpando que sem querer eles tinham errado o caminho e acabaram indo para na casa do irmão dele. Hummm, mas é um tremendo cara-de-pau esse Vinício. O Sr. Ferreira falou:
- Ah!!! Então eram vocês? Bem que o meu irmão falou que era um bando de cabeludos barbudos que nunca tinha visto uma coisa daquelas, que pareciam tudo “figura bíblica”! Ai, ai, ai, ai.
Gente, essa história ficou famosa e muita gente caiu nesse conto de acampamento cheio de mulherada!

Por tudo isso, espero vocês dia 07 de agosto para nosso Grande Encontro. Vamos reviver nossa “juventude”, o nosso tempo, dançar, pular, gritar.
E a Banda The Brother’s 60 vai fazer todo mundo ferver. Pode vir quente que eu tô fervendo!

8º Grande Encontro Anos 60
Dia 07 de agosto no Espaço Evidence
Às 23h

Tchau, bye bye. Que onda, que festa de arromba!

Beijos, Cristina Manzi.





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